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Paraná suspende retirada de ostras para consumo após identificar toxina no litoral

Medida vale para áreas de cultivo afetadas em Guaratuba; substância pode causar intoxicação alimentar

A retirada de ostras destinadas ao consumo humano foi suspensa temporariamente em áreas de cultivo de Guaratuba, no Litoral do Paraná, após análises laboratoriais identificarem níveis de toxinas acima do limite permitido. A medida foi determinada pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) para proteger a saúde da população.

A decisão foi divulgada em nota técnica no dia 23 de outubro, após resultados obtidos pelo Programa Nacional de Moluscos Bivalves Seguros (MoluBiS) apontarem concentrações de ficotoxinas do grupo do ácido okadaico acima do permitido para consumo humano.

A substância é produzida por microalgas do gênero Dinophysis e pode se acumular em moluscos como ostras, mexilhões, vieiras e berbigões. O consumo de produtos contaminados pode provocar intoxicação alimentar, com sintomas como diarreia, náuseas, vômitos e dores abdominais.

Segundo o veterinário Cláudio Cesar Sobezak, chefe da divisão de Sanidade dos Animais Aquáticos da Adapar, a suspensão é uma medida preventiva de saúde pública diante da floração de algas produtoras da toxina.

A agência já comunicou os serviços de saúde municipais e estaduais e aguarda novos resultados das coletas. As análises serão repetidas nas próximas 72 horas, e o monitoramento continuará até que os níveis retornem à normalidade.

Sobezak também alertou para o risco de consumo de moluscos vendidos clandestinamente, que podem não passar pelos controles sanitários necessários.

Monitoramento no litoral

A Adapar monitora a condição sanitária dos moluscos bivalves no litoral paranaense desde 2024, por meio de coletas periódicas de água e de animais. O objetivo é identificar possíveis riscos à saúde e garantir a segurança dos produtos destinados ao consumo.

Nas áreas afetadas, as coletas serão intensificadas para acompanhar a concentração das ficotoxinas. A suspensão continuará em vigor até que os resultados laboratoriais e os procedimentos sanitários previstos permitam a liberação.

A restrição se aplica às áreas oficialmente interditadas em Guaratuba. As demais regiões de produção seguem submetidas ao monitoramento sanitário regular, e a situação de cada área depende dos resultados das análises oficiais.

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