O homem de 44 anos, que teve um surto e morreu na madrugada desta quarta-feira (12) após manter um casal de idosos como refém, foi atingido por um disparo de arma de eletrochoque. O caso foi registrado em Londrina, no Norte do Paraná.
O armamento é considerado, pelas forças de segurança, como menos letal e é usado em momentos em que a força deve ser controlada. Segundo a Polícia Militar (PM-PR), o disparo foi feito “após esgotadas todas as alternativas de dissuasão, e porque a conduta do agressor evoluiu, aumentando a probabilidade de agressão contra as vítimas”.
O homem sofreu uma parada cardiorrespiratória, em seguida.
Em entrevista à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, o tenente Adriano Amaral, do Corpo de Bombeiros, explicou que a reação da vítima ao choque pode mudar conforme diversos fatores, como uso de medicamentos, drogas ou histórico médico.
“É um armamento considerado como menos letal. […] inclusive isso foi uma terminologia que mudamos não tão recente e já tem um tempo que já é o entendido desse armamento, ele pode vir a causar um risco. Não é normal, de qualquer forma”, explicou o tenente que participou do atendimento.
Conforme Amaral, os bombeiros realizaram 45 minutos de reanimação cardiopulmonar no homem, que foi encontrado com os clipes da arma ainda conectados ao corpo. Enquanto ele estava na sala, os reféns estavam no quarto.
Por meio de nota, a PM explicou que o homem sofreu um surto na terça-feira (11) após descobrir que a família pretendia levá-lo para receber atendimento psiquiátrico. Ele usou uma faca para ferir o cunhado e invadir um apartamento, onde fez um casal como refém. O homem morava no condomínio havia 12 anos com a esposa e os filhos. O nome ou o diagnóstico dele não foram divulgados. Veja detalhes do caso abaixo.
O corpo do homem foi encaminhado à Polícia Científica de Londrina, que deve realizar um laudo detalhando a causa da morte.
“O agressor não tinha propósito definido e não apresentava objetivos ou exigências na tentativa de negociação com os primeiros interventores”, diz o comunicado da PM.
Depois de serem liberados, os dois também foram atendidos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e pelo Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate). Os dois passam bem, de acordo com a PM.





